Collegio das Artes

O Collegio das Artes tem imensa satisfação em realizar a exposição ÁREAS VERSÁTEIS, uma reflexão entre o acervo pessoal de Saleti Barreto de Abreu que compõe gravuras, serigrafias, desenhos, monotipias, etc. e os alunos e formadores do Collegio das Artes. Inclui obras de Carlos Fajardo, Hildebrando de Castro, Leda Catunda, Mônica Nador, Paulo Whitaker, Rosangela Rennó, Sérgio Romagnolo, entre outros.

Abertura 08/Fev das 14h às 18h - Visitação 10/Fev até 28/Fev

O Collegio das Artes tem imensa satisfação em realizar a exposição Áreas Versáteis, que muito me inspirou em mostrar meu acervo de gravuras, serigrafias, desenhos, monotipias, etc.; obras essas assinadas por artistas-professores que durante certo tempo foram parceiros e ainda hoje são. Estiveram ou ainda estão comprometidos com a formação de novos olhares para a arte contemporânea, estimulando através da prática de ateliê e da orientação de projetos o surgimento de uma nova produção. Essa mostra é uma reflexão sobre a disponibilidade de espaços produtores e formadores da arte – e suas possibilidades.

Assim surgiram quatro espaços reflexivos, criados a partir da transformação das paredes desta casa tão vesátil. Tanto as duas salas e o corredor interno que valem-se dos tradicionais quadros pendurados, quanto a entrada com a multiplicação dos jogos americanos de Nelson Leirner e a instalação de Renan Teles. São suas superfícies que tonalizam as personalidades e conceitos.

Logo na entrada estão os dois primeiros ambientes dispostos à transformação. Falando daquilo que conhecemos ou já ouvimos falar, são cômicos e comunicativos; kitch, tagarelas e sorridentes também! E às vezes assustadoramente realistas! São espaços de propostas assertivas, mas sempre com humor. O humor de uma pergunta óbvia e instigante: tem fome de quê?

Oposto a estes temos uma sala documental, com a sobriedade dos tons de cinza e as nuances da memória. Ocupam o espaço artistas como Rosangela Rennó, Ana Amélia Genioli e Aguinaldo Santos: a fotografia esquecida reencontrada, a atual em movimento e a recuperada pelo pincel. Muito a ser observado, com toda a atenção, enquanto “o branco do rio passa”.

Dois corredores do Collegio também foram transformados. O interno propõe uma discussão não hierarquizada das obras com um diálogo entre artistas já estabelecidos e seus alunos – entre uma vida inteira na arte e suas primeiras descobertas. Nessa superfície onde todos são colegas artistas, os jovens têm oportunidade à exposição de suas idéias sem a prerrogativa da inexperiência. Mas também suas fraquezas, incertezas e incoerências estão expostas à mesma prova que seus pares de reconhecida trajetória. Por fim, no corredor externo, muito mais conciso, dois artistas aproveitam seu comprimento para pensar a serialização nas imagens em duas mídias diferentes: a pintura e a impressão digital.

– Saleti Barreto de Abreu e Eduardo Rosa